Artigos

Tecnologia capilar · Denise C. Braga

Tecnologia para salvar seus cabelos

Dra. Denise C. Braga aborda corrente elétrica, vácuo e eletroporação na terapia capilar e a importância da investigação e da documentação de resultados.

Publicado em

Capa do artigo Tecnologia para salvar seus cabelos

Foram necessários 3 séculos de história para que pudéssemos, em 2026, entender que existe tecnologia elétrica, mecânica e de luz capaz de ofertar melhora de mecanismos e interações celulares que refletem na solução de problemas como a queda de cabelo.

Parece que ficou vago, não é mesmo?

Eu explico: 3 séculos porque foi em 1715 que Galvani registrou movimentação muscular em rã através da corrente contínua elétrica, hoje denominada galvânica por causa desse evento.

A partir daí, muito tempo e tecnologia evoluíram para esse tipo de corrente, já no século XX, passar a ser aplicada no ser humano para tratamentos neurológicos e na estética, para uma infinidade de resultados no rejuvenescimento.

Mas meu título fala de tecnologias, então não iremos nos deter apenas na corrente contínua, mas antes precisamos relatar aqui seus feitos em benefício do couro cabeludo.

Ao atuar no controle da oleosidade, a corrente elétrica promove alterações locais no pH do couro cabeludo, podendo, indiretamente, influenciar as condições relacionadas à atividade da enzima 5-alfa-redutase, responsável pela conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT).

Uma possível redução dessa atividade enzimática pode diminuir a formação local de DHT, hormônio diretamente envolvido no processo de miniaturização dos folículos pilosos e no afinamento e na perda capilar associados à alopecia androgenética.

Entretanto, essa relação indireta entre alteração do pH, controle da oleosidade e redução da atividade da 5-alfa-redutase ainda necessita de comprovação científica.

A desincrustação precisa ser feita em ritmo contínuo, com intervalos de 7 dias e uso domiciliar tanto de xampu apropriado quanto de um tônico com estímulos.

Quando falamos de tecnologia na terapia capilar, precisamos ressaltar que ainda precisamos de muitos profissionais publicando seus resultados para uma notoriedade e reconhecimento dessas tecnologias como efetivas, e também de metodologia investigativa parametrizada para comprovar matematicamente os resultados.

A área da terapia está ainda muito imatura quanto aos mecanismos de busca de comprovação de seus resultados e muito apegada à falácia cosmética de vendedores e empresas que não comprovam também a eficácia de seus componentes com metodologia de pesquisa.

Estamos vivendo um turbilhão de busca sem entrega e um consumo exorbitante de soluções nos dois âmbitos: o cosmético e o tecnológico.

Vamos evoluir falando do vácuo, uma tecnologia mecânica sem contraindicação para os com metal ou circuitos eletrônicos no corpo e capaz de chamar vascularização superficial para onde o folículo se encontra, mas precisa de coadjuvante cosmético para alcançar pleno sucesso de entrega de ativos.

Uma sessão semanal associada à cosmética é capaz de desentupir folículos antes estagnados por sebo ou fios sem força para sair.

Uma outra tecnologia pouco conhecida, mas eficiente, é a eletroporação, capaz de abrir espaço entre os íons na pele e quando temos a oportunidade de introduzir cosmética de estímulo.

Na verdade, as tecnologias existem, são eficazes.

O grande muro entre elas e o resultado, na verdade, é a pele, pois é uma barreira que foi criada para impedir qualquer invasão, e a eletroterapia é a tentativa de invadir para obter resultado.

Portanto, não é apenas ter a máquina mais potente, é saber avaliar a pele e a demanda dela para conseguir entrar e entregar benefícios.

Todos os tratamentos baseados apenas em eletroterapia necessitam que o couro cabeludo seja preparado, hidratado e reequilibrado para surtir efeito.

Parametrizar o ambiente de investigação é fundamental para registrar a evolução dos tratamentos, mensurar resultados e comprovar a eficácia das tecnologias utilizadas.

A terapia capilar precisa avançar para além das percepções subjetivas, construindo resultados documentados, comparáveis e fundamentados em evidências.

Todo terapeuta capilar deveria conhecer o Laboratório TreeBios e começar a chamá-lo de seu.

Afinal, ter um laboratório como parceiro é transformar a investigação em conhecimento e o conhecimento em decisões terapêuticas mais assertivas.

Fale com a Dra. Denise C. Braga